Os baús dos colecionadores foram abertos aos visitantes do museu. São cartas, fotografias, cartazes, gibis, álbuns, figurinhas, selos, cartões postais, ingressos de jogos, jornais e revistas, carteirinhas de clube, e muitos outros registros impressos que atestam a relação de afeto do brasileiro com o futebol.

Além de suporte dessas memórias, o papel compõe o cenário da exposição – caixas de papelão coloridas e empilhadas formam as paredes e as estruturas que servem de abrigo às vitrines – onde a fragilidade dos acervos de papel convive em harmonia com as potencialidades de preservação oferecidas pelos meios digitais: os detalhes de cada coleção podem ser vistos em totens multimídia.

As relíquias feitas de papel recontam histórias marcantes da vida de jogadores, presidentes de clubes, colecionadores e torcedores, como bem ilustra o Nosso Jornal, informativo das atividades do Grêmio Esportivo XXV de Janeiro, time de várzea do bairro de Perdizes.

O jornal era feito completamente à mão pelo ilustre torcedor João Batista dos Santos, nosso homenageado na exposição, que dedicou 19 anos de paixão pelo time elaborando as 376 edições do jornal, de 1962 a 1981, e doou os 200 exemplares restantes ao acervo do Museu.

Ao reunir colecionadores e mobilizar torcedores, a exposição Futebol de Papel é uma homenagem às palavras e imagens impressas em papel e um tributo ao desenho, à fotografia, à ilustração e à arte gráfica de cada época.

QUANDO: De 30/11/2013 a 20/04/2014

CURADORIA: Equipe de Conteúdo do Museu

EXPOGRAFIA: Magui Kämpf

CENOGRAFIA: Jair de Souza

ARTISTA CONVIDADO: Marcelo Jacome